- Imam Ali ibn abi Taleb (A.S.) ibn Abdel Mutaleb ibn Hashem O primeiro Imam dos Ahlul Bait (A.S.)
- A herança do Imam Ali, o Príncipe dos Fiéis (A.S.)
- Seu sermão sobre a sinceridade da crença na unicidade de Allah
- Missiva para seu filho Hassan bin Ali (A.S.)
- Recomendação a seu filho Hussein bin Ali (A.S.)
- Sermão de “Wasila”
- Quatrocentas instruções aos seus companheiros
- A Missiva para Malik al Ashtar, quando o Imam (A.S.) o nomeou governador do Egito e das áreas adjacentes
- O Sermão de Dibáj
- Sentenças e palavras de encorajamento, aviso e exortação
- Admoestação e descrição dos negligentes
- Sua descrição dos tementes
- Seu sermão sobre a fé e a descrença
- Suas palavras a Kumayl bin Zayd
- As recomendações para Kumayl bin Zayd
- Sua ordem a Mohammad bin Abi Bakr quando o nomeou governador do Egito
- Suas palavras de desprendimento e menosprezo ao mundo e aos prazeres da vida terrena
- Seu sermão diante do protesto contra a distribuição equitativa dos espólios
- Seu pronunciamento sobre a distribuição justa das riquezas
- Sua descrição do mundo para os tementes
- Seu sermão sobre a fé e a diversidade dos espíritos
- A recomendação para Ziad bin An-Nadr quando o nomeou comandante do exército na Batalha de Siffin
- Sua descrição sobre os narradores de tradições
- Sobre as bases do Islam e a realidade do arrependimento e do pedido de perdão
- O testamento a seu filho Al-Hassan (A.S.)
- Sua preferência pelo conhecimento
- Breves sentenças do Imam Ali (A.S.)
Seu sermão sobre a fé e a diversidade dos espíritos
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Um homem disse ao Imam Ali (A.S.): “Há pessoas que a firmam que os servos fiéis não cometem fornicação, não consomem bebidas inebriantes, não praticam usura nem derramaram sangue inocente. Eu não posso aceitar tal coisa. É difícil para mim aceitar que um servo, praticante das preces, que me sepultará quando eu morrer ou que eu sepultarei quando ele morrer, seja in el apenas porque tenha cometido um pecado insignificante”.
O Imam Ali (A.S.) disse:
Sim, isso, o que a firmam é verdade. Eu ouvi o Profeta (S.A.A.S.) dizer: “Allah criou as pessoas em três características, separando-as em três classes. É o que diz Allah: “O grupo dos que estiverem a direita. E quem são os que estarão à direita? O dos que estiverem à esquerda. E quem são os que estarão à esquerda? E o dos primeiros. E quem são os primeiros? Estes serão os mais próximos de Allah”. (Alcorão Sagrado, C.56 – V.8 a 11)
Os primeiros, a quem Allah se refere são os profetas, sejam eles mensageiros ou não. Allah os proveu com cinco espíritos: o espírito da santidade, da fé, da força, da paixão e da vitalidade. Com o espírito da santidade eles foram enviados como profetas e mensageiros. Com o espírito da fé adoraram unicamente a Allah sem associar ninguém a Ele, com o espírito da força combateram seus inimigos e sobreviveram. Com o espírito da paixão gozaram do prazer do alimento e da bebida e coabitaram com as mulheres licitamente. Com a vitalidade se desenvolveram fisicamente e seguiram seus caminhos. Esses são perdoados e seus erros são ignorados. Quanto a eles, Allah diz: “De tais mensageiros preferimos uns aos outros. Entre eles, se encontram aqueles a quem Allah falou, e aqueles que elevou em dignidade. E concedemos a Jesus, filho de Maria, as evidências, e o fortalecemos com o Espírito da Santidade…” (Alcorão Sagrado, C.2 – V.253) Sobre eles, Allah também diz, “… e os confortou com Seu espírito…” (Alcorão Sagrado, C.58 – V.22) Com esse espírito, Allah lhes honrou e favoreceu. Eles foram perdoados.
Allah em seguida se refere ao povo da direita. São os crentes fiéis. Allah os proveu com quatro espíritos: o espírito da fé, da força, da paixão e da vitalidade. Um servo mantém esses quatro espíritos até que algumas situações ocorram a ele.
“Quais são essas situações?” perguntou o homem. Imam Ali (A.S.) respondeu:
A primeira delas é a que é mencionada por Allah em seu ayat: “Entre vós a quem chegará a senilidade; até o ponto em que de nada se lembrará do que tenha sabido. Sabei que Allah é Onipotente, Sapientíssimo”. (Alcorão Sagrado, C.16 – V.70) Assim, todos os espíritos desaparecem devido a essa extrema senilidade. Contudo, ele não perde a fé, pois é Allah quem o faz encontrar esse estado de senilidade em que ele não é mais capaz de reconhecer os tempos determinados das preces, a prática da vigília em adoração, ou do jejum durante os dias. É uma redução do espírito da fé, entretanto, tal situação não o prejudicará, se Allah quiser. O espírito da paixão também se reduz ao grau em que mesmo se a mais bela mulher passar diante dele, não lhe provocará desejo algum. A vitalidade, com a qual ele se move e adquire idade até que a morte o alcance é a única que permanece. É uma boa situação, pois é Allah quem faz isso a ele. Pode também atravessar situações em sua força e juventude. Quando pretende cometer um pecado, o espírito da força o encoraja, o espírito da paixão faz com que tal coisa lhe seja atraente, e a vitalidade o leva a pecar. Se ele o zer, se separará da fé e a fé se separará dele. Não recuperará a fé a menos que se arrependa. Caso se arrepender e reconhecer a lealdade ao Profeta e à sua família, Allah aceitará seu arrependimento. Se cometer tal pecado novamente, então estará no Inferno porque terá abandonado a lealdade ao Profeta e à sua família.
O grupo da esquerda é composto pelos judeus e cristãos. Allah, o Majestoso, diz: “Aqueles a quem concedemos o Livro (Torá), conhecem-no”, ou seja, conhecem a lealdade devida ao Profeta e à sua família que está registrada na Torá e no Injil, “como conhecem a seus próprios filhos”, em suas casas. “Se bem que alguns deles ocultam a verdade, sabendo-a. Esta é a verdade emanada de teu Senhor, não sejas um dos que duvidam”. (Alcorão Sagrado, C.2 – V.146 e 147) Quando negaram o que conheciam, Allah os puniu por isso. Retirou deles o espírito de santidade e deixou em seus corpos apenas três espíritos: o da força, o da paixão e da vitalidade. Então, Allah os vinculou aos animais. Ele diz: “Se assemelham ao gado…” (Alcorão Sagrado, C.25 – V.44). Porque os animais carregam objetos com o espírito da força, comem com o espírito da paixão e caminham com o espírito da vitalidade.
“Tu deste alento ao meu coração”, disse o homem em resposta.
