- Imam Ali ibn abi Taleb (A.S.) ibn Abdel Mutaleb ibn Hashem O primeiro Imam dos Ahlul Bait (A.S.)
- A herança do Imam Ali, o Príncipe dos Fiéis (A.S.)
- Seu sermão sobre a sinceridade da crença na unicidade de Allah
- Missiva para seu filho Hassan bin Ali (A.S.)
- Recomendação a seu filho Hussein bin Ali (A.S.)
- Sermão de “Wasila”
- Quatrocentas instruções aos seus companheiros
- A Missiva para Malik al Ashtar, quando o Imam (A.S.) o nomeou governador do Egito e das áreas adjacentes
- O Sermão de Dibáj
- Sentenças e palavras de encorajamento, aviso e exortação
- Admoestação e descrição dos negligentes
- Sua descrição dos tementes
- Seu sermão sobre a fé e a descrença
- Suas palavras a Kumayl bin Zayd
- As recomendações para Kumayl bin Zayd
- Sua ordem a Mohammad bin Abi Bakr quando o nomeou governador do Egito
- Suas palavras de desprendimento e menosprezo ao mundo e aos prazeres da vida terrena
- Seu sermão diante do protesto contra a distribuição equitativa dos espólios
- Seu pronunciamento sobre a distribuição justa das riquezas
- Sua descrição do mundo para os tementes
- Seu sermão sobre a fé e a diversidade dos espíritos
- A recomendação para Ziad bin An-Nadr quando o nomeou comandante do exército na Batalha de Siffin
- Sua descrição sobre os narradores de tradições
- Sobre as bases do Islam e a realidade do arrependimento e do pedido de perdão
- O testamento a seu filho Al-Hassan (A.S.)
- Sua preferência pelo conhecimento
- Breves sentenças do Imam Ali (A.S.)
Sua descrição dos tementes
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Sua descrição dos tementes
Todo louvor e gratidão pertencem a Allah. Os tementes neste mundo são as pessoas de distinção. Sua fala é direta, seu modo de vestir é modesto e seu andar é humilde. Submetem-se a Allah com obediência. Mantêm seus olhos fechados diante daquilo que Allah tornou ilícito para eles, e dão ouvidos ao conhecimento. Permanecem nos momentos de provação do mesmo modo que permanecem nos momentos de conforto, devido a sua satisfação com os decretos de Allah. Se não houvesse um período prefixado de vida para cada um, seus espíritos não permaneceriam nos corpos sequer pelo tempo de um piscar de olhos, em virtude de sua ansiedade pela recompensa e seu temor à punição divina.
A grandeza do Criador está estabelecida em seu coração e assim, tudo o mais parece insignificante aos seus olhos. Portanto, para eles, é como se vissem o Paraíso e estivessem gozando de seus benefícios; e é como se vissem o Inferno e estivessem sofrendo os castigos nele.
Seus corações estão pesarosos, são protegidos contra os males, seus corpos são magros, suas necessidades são poucas, suas almas são castas e seu apoio ao Islam é grande. Suportaram dificuldades por algum tempo, e por isso conseguiram tranquilidade por um longo tempo. Eis uma transação benéfica proporcionada a eles por Allah. O mundo se concentrou neles, porém, eles não concentraram sua atenção no mundo. Ele os capturou, mas eles se livraram dele por uma remissão.
Durante uma noite se mantêm de pé lendo partes do Alcorão Sagrado, recitando da maneira apropriada, criando por meio disso pesar por eles mesmos e buscando a cura para os seus males. Seu pesar é estimulado quando choram por seus pecados e pelas dores das mágoas e feridas. Ao se depararem com um versículo que incita a ansiedade pelo Paraíso, o seguem com avidez. Seu espírito se dirige para esse sentimento com urgência, e sentem a existência do Paraíso como se estivesse diante deles. Ao se depararem com um versículo que contém o temor do Inferno abrem os ouvidos do coração para isso, sentem como se o som do Inferno estivesse chegando até eles. Genuflectem e se prostram tocando a testa, as palmas das mãos, os dedos dos pés, implorando a Allah por sua salvação.
Durante o dia são sábios, eruditos, virtuosos e tementes a Allah. O temor a Allah os fez ficarem magros como setas. Se alguém olha para eles, crê que estão doentes, embora não estejam, e diz que enlouqueceram. De fato, a grande preocupação os deixou aparentemente loucos.
Se relembram a sublimidade de Allah, o Exaltado, e a estabilidade de Sua Onipotência, acrescentando a isso a menção da morte e dos horrores do Dia da Ressurreição, seus corações se enchem de medo, as vistas se agitam e as mentes se tornam confusas. Ao se sentirem assustados, apressam-se na direção de Allah mediante as boas ações. Não se satisfazem com suas escassas boas ações e não julgam excelentes seus atos mais meritórios. Sempre se repreendem e têm receio no que se refere às suas ações.
Quando algum deles é elogiado, diz: “Eu me conheço melhor do que as outras pessoas, e meu Senhor me conhecer melhor do que eu mesmo. Ó Allah, não me trate de acordo com o que dizem, torna-me melhor do que a ideia que fazem de mim e perdoa-me os defeitos que eles não conhecem. Tu és o Onisciente”.
A peculiaridade de qualquer um deles é que é virtuoso na religião, que possui determinação acompanhada de indulgência, fé com convicção, ansiedade na busca do conhecimento, cortesia na tolerância, clemência na caridade, compreensão na consciência, conhecimento na paciência, moderação nos bens, devoção na adoração, elegância na escassez, resiliência na dificuldade, misericórdia com os atribulados, obediência em relação ao direito, tolerância a respeito dos ganhos, desejo pelo que é lícito, prazer na orientação, aversão à ambição, piedade na honestidade e abstinência quanto aos desejos físicos. A aprovação daquele que o desconhece não o ilude. Ele não para de julgar suas ações. Pratica ações virtuosas, porém, ainda tem medo. Ao anoitecer está ansioso para agradecer a Allah. Ao amanhecer, sua ansiedade é para recordar a Allah. Passa a noite em temor e se levanta pela manhã na alegria, teme que a noite seja passada em negligência e se alegra pelo favor e misericórdia que recebe. Se o seu ego se recusa a suportar alguma coisa que não gosta, ele não atende sua solicitação por algo que deseja. O frescor do seu olhar se encontra naquilo que é permanente, ao passo que das coisas deste mundo, que são efêmeras, se mantém indiferente. Mescla conhecimento com perseverança, a palavra com a ação. Percebereis sua preguiça afastada, sua atividade ininterrupta, que suas esperanças são simples, que seus defeitos são poucos, que seu coração é temente, que seu espírito está contente, que a ignorância se ausentou dele, que seus assuntos são comuns, que sua religião é segura, que seus desejos estão extintos, que sua ira foi suprimida, que seu caráter é puro. Não comenta sobre o que é confiado a ele. Não omite o testemunho contra seus inimigos. Nada faz por ostentação. Não abandona nada por acanhamento. Somente o que é bom pode ser esperado dele. Não há mal algum a se temer de sua parte. Mesmo se for encontrado entre os que esquecem de Allah, se contará entre os que O recordam. Perdoa quem foi injusto com ele, e favorece aquele que o priva de alguma coisa. Se comporta bem com aquele que se comporta mal com ele.
Sua paciência não se ausenta. Não esquece o que é um adorno para ele. A indecência do falar está muito longe dele. Sua oratória é tolerante, os males não existem nele, suas virtudes estão sempre presentes, sua bondade se antecipa, e a corrupção se afasta dele. Ele é digno durante as situações difíceis, paciente na angústia e grato na bonança. Não comete excessos contra quem ele não gosta nem comete um pecado por quem ele ama. Não reivindica a posse de algo que não lhe pertença. Não nega o direito alheio que seja compulsório para ele. Admite a verdade perante a evidência que lhe seja apresentada. Não se apropria ilicitamente do que lhe seja confiado. Não xinga os outros. Não oprime nem ameaça a ninguém. Não causa prejuízo ao seu vizinho, não se sente feliz com os infortúnios alheios. Ele se apressa para o que é direito, cumpre suas promessas. É lento nas más ações. Ordena o bem e proíbe o mal. Não adentra os prazeres mundanos inconscientemente e não se retira do que é direito. Se está em silêncio, seu silêncio não o entristece, se está a rir, não ergue a sua voz. Se satisfaz com o que tem. O rancor não o perturba. Os desejos não o subjugam. A mesquinhez não o domina. Não sofre com a cobiça. Se relaciona com as pessoas a fim de aprender. Mantém silêncio para car seguro. Pergunta para entender. Não dá ouvidos a boa oratória para que os outros se sintam negligentes em comparação a ele. Não fala de suas boas ações para evitar a vanglória diante dos outros.
Se é injustiçado, suporta até que Allah vingue a injustiça por ele. Seu próprio ego se a ige por causa dele, enquanto as pessoas estão tranquilas em relação a ele. Se põe em dificuldade por causa da vida futura, e faz com que as pessoas se sintam seguras. Seu distanciamento dos outros se deve ao ascetismo e a puri cação, e sua proximidade deles é por sua paciência e bondade. Seu distanciamento não se origina da vaidade ou do sentimento de grandeza, nem sua proximidade se deve a hipocrisia ou a falsidade. Ele segue o exemplo dos homens do passado e é o imam dos homens de virtude que o sucederão.
